to com saudades de postar no meu blog =(
28 de fev. de 2008
12 de fev. de 2008
Caso tivesse te criado, conceder-te-ia melhor saúde e muito além daquilo que é bem mais valioso... e talvez um pouco mais de amor por mim (embora isso não tenha absolutamente a mínima importância) e o mesmo se daria com o amigo Rée. Nem contigo nem com ele consigo proferir uma só palavra sobre questões do meu coração. Imagino que não tens idéia do que desejo? - mas esse silêncio forçado é quase sufocante, porque gosto de vocês.
- ★ Irvin D. Yalom
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Natalia Belucci
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1 de fev. de 2008
Nós dois ...
Abri os olhos num silêncio infindo, e por um instante só escutei o tic-tac do relógio despertador na cabeceira da cama. Ele marcava 4:17 da manhã. Demorei alguns segundos para reparar que você esta ali. Era você ? Era sua, aquela mão tão pesada e ao mesmo tempo tão delicada quando de encontro ao meu corpo?
Estávamos abraçados. Grudados. Colados. Sentia seu ressonar no meu pescoço com uma agitação sincronizada. E esse mesmo ressonar, fazia com que eu sentisse seu peito de leve subir e descer, subir e descer. As vezes mexia a mão de forma quase imperceptivel, mas continuava com ela ali. No mesmo lugar.
Seu braço apoiando meu pescoço e o outro entrelaçado aos meus, dava a sensação de que você me protegia de algo. Algo que nem eu, nem você sabíamos o que era. Nem ao menos se existia. Mas permanecíamos juntos. Você me protegendo e eu, protegida.
Virei-me e calmamente aproximei meus lábios dos seus. Coloquei minha mão nas suas costas e acariciei com toda delicadeza que podia, e de forma doce, com meus lábios ainda ali unidos, repeti diversas vezes para que você não deslembrasse nunca: te amo, te amo, te amo.
Te beijei docemente como se fosse a ultima vez. Não era a ultima vez, eu sabia. Mas beijei e olhei. Olhei por alguns segundos como se eu quisesse o gravar. Passei minha mão por cada pedacinho do rosto e meus dedos agora se misturavam com um punhado de cabelos seus.
Sem querer te acordei. Não era minha intenção. Mas olhar e não te tocar era improvável. Impossível. Queria cada pedacinho daquele corpo junto ao meu. Esperei que me desse uma resposta estupida. Mas não, levemente esboçou um sorriso e me abraçou com força, fazendo com que nossos rostos se tocassem.
Agora, conseguia escutar perfeitamente seu ressonar no meu ouvido, e bem baixinho me chamou e pediu pra eu ficar. Pra ficar sempre ali, sempre pertinho de você. Fui tomada por uma impressão boa, por uma paz e como resposta te abracei forte. Mais forte do que estávamos. E ali adormecemos. Mais uma vez. Juntos. Abraçados. Formando um só elo, dando nó. Dois corpos em um só.
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Natalia Belucci
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15:46
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"Não deixe que minhas erupções de megalomania ou que minha vaidade ferida incomodem você demasiadamente; e, se algum dia suceder que eu me prive de minha própria vida em um ataque de paixão, isso não deveria ser motivo de grande preocupação. Que fantasias tenho de você!.."
Quanto Nietzsche Chorou.
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Natalia Belucci
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30 de jan. de 2008
Perdão ...
E mais uma noite Sofia passou em claro. Por mais que tentasse, aquela idéia não a deixava descansar em paz. Acendeu quase as duas dezenas de Lucky Strike e desperdiçou uma infinidade de folhas do seu velho caderno de poesias tentando transferir pro papel tudo que parecia a aniquilar por dentro. Tantas folhas riscadas e rabiscadas, e nenhuma foi capaz de transcrever os sentimentos de Sofia naquela madrugada fria de segunda-feira.
Fazia algum tempo que, diariamente, um sentimento estranho, um vazio, um medo vinha perturbar sua vida. Seu sono. Medo de que alguém a qualquer momento levasse embora tudo que ela tinha de melhor. Medo de que as coisas piorassem a cada dia. Sofia sentia uma angustia que às vezes parecia sufocá-la. Queria se livrar de tudo que lhe fazia mal. Queria ser feliz, mas a lembrança daquela tarde sempre voltava para massacrar qualquer pingo de felicidade que começasse a mostrar manifestação.
Aquela tarde, onde todas as cartas foram jogadas na mesa. Que as confissões mais doces e dolentes foram feitas. Que tudo ficou transparente. Sem mais mentiras. Tarde onde Sofia pode perceber o amor que tinha por Raul. O amor incondicional que tinha por Raul. Tarde onde ela errou. E ele também. Ela a partir do momento em que mentiu e ele, de quando a humilhou.
A cada minuto ele a olhava com mais nojo, com mais repulsa. Olhava com ódio. Por uma tarde ele a tratou como um lixo, a tratou de um jeito que nenhuma pessoa deve ser tratada, a tratou como uma qualquer. Ela estava sozinha e ele fazia questão de não se importar. Ria de cada lagrima escorrida no rosto delicado de Sofia e parecia satisfeito em ver toda dor comprimida naquele choro. Ela parecia não suportar o desprezo do homem que amava, mas mesmo só, sustentou toda dor e sofreu calada.
No fim, conseguiu tirar o que estava a machucando tanto e perdoou Raul por todas as palavras atiradas como faca. Por todas as pedras jogadas. Por todos os beijos mal-correspondidos. Por todos os olhares com brilho correspondidos com olhares frios e opacos. Sofia o perdoou de corpo e alma. Perdoou porque o amor que tinha por ele, ultrapassava qualquer erro. Qualquer mentira. Ia além do que palavras arremessadas em momentos de fúria. Ia muito além do que ela própria podia imaginar. Esqueceu do passado e perdoou.
Porém, depois de algum tempo, Sofia pode perceber que o pior castigo não era Raul ter a tratado daquele jeito, não era seu desprezo, não era o fato de não lhe dar atenção. Era o simples fato dele não conseguir lhe dar o perdão. Aquele perdão que por mais que tentasse, custava vir. Aquele que era indispensável para a felicidade dos dois. O perdão que estaria tirando as boas noites de sono de Sofia e talvez, o único que seria capaz de levar tudo que ela tem de bom.
Mas esse perdão um dia vem? Isso ninguém consegue dizer. O amor que Raul tem guardado dentro do peito cheio de magoa e dor talvez seja o único que consiga responder ...
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Natalia Belucci
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14:25
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29 de jan. de 2008
Americanas.com
Fucking dia chuvoso! Odeio isso. Eu quase não estou saindo de casa nos dias ensolarados, quanto mais nesses intoleráveis dias de chuva.
Ainda hoje fui obrigada a recorrer ao Americanas.com pra, finalmente, comprar mais dois livros que eu estava querendo - Mentiras do Divã e Quando Nietzsche Chorou. O problema é que provavelmente só vai chegar em dois dias e daqui a dois dias espero BEM estar arrumando minhas malas pra me joga pra praia. E os livros que eu esperei impacientemente nesse fucking dia chuvoso, ficarão intactos embrulhados no plastico, em cima da minha bancada. Esperando para serem inaugurados. OSSO. Quero meus livros agora :/
Americanas.com podia MUITO colaborar comigo hoje. Só hoje. E o pior de tudo é ficar acompanhando o pedido pela internet. Por mais que passe o tempo, os malditos livros não saem do estoque.
Odeio chuva. Odeio esperar os pedidos chegarem em casa. Odeio tédio. Alguém pelo amor de Deus me livra disso? Acho que vou ser obrigada a ficar jogando Taipei no Banana Games. –‘ Aff.
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Natalia Belucci
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13:53
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17 de jan. de 2008
Deixa, deixa pra mais tarde.
Verônica fechava os olhos e pedia sorrindo pra Beto sempre que ele cismava em ir embora. Na maioria das vezes os dois estavam esparramados pela sala, ou pelo quarto, ou por qualquer lugar rindo de futilidades e falando sobre qualquer coisa, mas como sempre, Beto tinha obrigações que deviam ser cumpridas. Naquela hora.
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Natalia Belucci
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13 de jan. de 2008
Sempre existe aquela ultima esperança.
Aquela esperança ridícula sabe ?
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Natalia Belucci
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22:23
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desalento ...
Pela janela Laura podia ver mais um domingo acabando. Mais um domingo chuvoso. Melancólico. Tudo parecia triste e abandonado naquele quarto de cortinas vermelhas, exceto o velho discman tocando uma canção de los hermanos e o bom maço do admirável luck strike.
Fazia tempo que ela não se sentia tão sozinha como naquele fim de semana. Não havia pais. Não havia amigos. Não havia ninguém que pudesse abrir os braços para acolhê-la. Ninguém para ouvir suas angustias, seus medos, ou simplesmente para lhe fazer companhia naquele fim de domingo chuvoso.
Até as ruas daquela cidade pareciam mais tristes, mais vazias, mais sozinhas. Sozinhas como Laura.
Para matar o tempo e o tédio, ela fazia e pintava alguns desenhos abstratos e despejava todo e qualquer sentimento nos cúmplices lucks strikes. Los hermanos, agora, já não faziam tanta diferença. Participavam daquela solidão.
Solidão que aos poucos começava a incomodar e doer. Laura só queria alguém pra conversar. Uma companhia. Será que exigia muito das pessoas naquele momento? Talvez ...
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Natalia Belucci
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22:14
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Natalia Belucci
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