28 de out. de 2008

(des)motivação: essa é a palavra.

Não consigo escrever ABSOLUTAMENTE NADA, e tem tanta coisa aqui dentro querendo escapulir, correr pra fora de mim, sabe? Parece que estou gritando e que ninguém consegue me escutar. Ainda não sei o que está acontecendo comigo. A faculdade e o trabalho me engolem cada dia mais. Não tenho tempo pra ser a Natália que eu sempre fui. Isso me assusta. Rotina Rotina Rotina. Saudades da época que eu podia fazer tudo e não fazia nada. Que tinha tudo e não queria nada.

To com um sentimento estranho. Imagina sua festinha de aniversário de oito anos, você convida todos seus amigos da escola, do bairro, seus priminhos e ... ninguém vai. É um sentimento de anciedade misturado com decepção. Não da pra explicar. Ninguém consegue explicar. Nem eu. "Estou com a sensação de que estou caindo. Caindo. E eu não tenho a menor ideia de onde vou parar"

24 de out. de 2008

Fiquei o dia todo hoje querendo escrever algo. Escrever alguma coisa que eu até agora não tenho idéia do que seja. Talvez eu esteja com vontade de transcrever toda minha alegria, que na verdade não sei se é tanta alegria assim. Estranho e complexo? Acredito que nem tanto, e juro que nem eu mesma to entendendo minha cabeça nesse momento. Agora é exatamente uma hora da manhã, estou escutando a drogada da Amy Winehouse e tentando descobrir se eu estou realmente completa (sem precisar de ninguém mais) ou se eu estou sentindo a pior das ausências. Nas ultimas.

No domingo, pra variar, cheguei do trabalho e fui assistir “Alice” (a nova séria da HBO). No fim do capitulo cheguei ao ápice da nostalgia - pra quem nunca assistiu, todo começo e final de capitulo ela filosofa um pouquinho – Parece que Alice resolveu terminar o capitulo falando coisas pra mim. Falando exatamente o que eu tava sentindo.

Engraçado como felicidade é um castelo de cartas.

Parece que a gente tem tudo na mão, parece que as coisas estão todas no lugar certo, mas basta um ventinho de nada para embaralhar, colocar tudo de cabeça para baixo. Parece que abriu um buraco, um buraco enorme e eu não estou sentindo o chão debaixo dos meus pés. Estou com a sensação de que estou caindo. Caindo.

Eu não tenho a menor idéia de onde vou parar.

•★•
continua;
Chorei. Chorei com motivo. Assumo que no fundo eram motivos fúteis, mas não deixava de ser motivos. Continua estranho? Tudo bem, eu sei que ta tudo meio contraditório, mas pensando bem: minha vida toda está incoerente agora. Eu queria poder escrever tudo tudo tudo aqui, mas não consegui escrever nem um terço. Nem um décimo. PERRENGUE ! PERRENGUE ! PERRENGUE ! Alguém me salva dessa cabeça louca? Não to podendo com tanta confusão, com tantos sentimentos misturados, confundidos, embaralhados. Tudo resolveu parecer do avesso quando eu achava que tava tudo no seu devido lugar. COMO SEMPRE !

to vivendo lotada de cíume, de raiva, de alegria, de antipatia. to vivendo num mundo chato, num mundo medíocre e to vivendo num mundo novo. mundo bom. mundo de sorte, mundo de beleza!MUNDO CONTRADITÓRIO; mundo conflitante, incoerente.mundo pateticamente lindo. pateticamente "encantador". mundo estranho, apaixonante, chato. irritante. mundo estrangeiro. forasteiro. e pensando bem, qual é o nome desse planeta mesmo ?
I don't know know know...

28 de set. de 2008

Arquitetura da Destruição - Peter Cohen

Por: Natalia Belucci

Após absorver de Wagner o anti-semitismo, o culto ao legado nórdico, o mito do sangue puro e algumas noções de arte para uma nova civilização, Adolf Hitler iniciou seu longo trajeto de estrago, caos e dor. Um caminho longo de torturas, extermínio e principalmente de destruição em massa.

No filme “Arquitetura da destruição” Peter Cohen coloca de maneira clara o verdadeiro ideal de Hitler. Não havia qualquer ideal político, tudo era baseado na estética, no “embelezamento” do mundo e a criação de um novo homem: um homem perfeito.

Para ele, essa perfeição viria do individuo de sangue puro e que não tivesse qualquer tipo de deficiência ou anomalia. O ditador acreditava que a miscigenação causava certas falhas genéticas e que isso posteriormente poderia afetar – digo melhor, estragar a beleza alemã. O resultado disso seria um povo fraco, sem saúde e no conceito hitlerista: feio.

Além do mais, Adolf Hitler possuía uma estratégia de comunicação fabulosa. Através de comícios, exposições de artes, notícias e principalmente de filmes conseguia persuadir milhares de pessoas e atingir seus objetivos. E foi através desses filmes transmitidos em todos os cinemas da Alemanha, que ele convenceu uma nação de que anomalias, deficientes físicos e judeus eram pragas e que deveriam ser exterminados como pragas.

Da morte de doentes mentais ao extermínio dos judeus. Hitler conseguiu o que ninguém jamais conseguirá. Planejou, persuadiu e matou milhares e milhares de pessoas. Tudo em busca do seu ideal. Ideal da perfeição e embelezamento do mundo. No fim das contas, muitos morreram por seu objetivo e nada mudou. A Alemanha transformou-se em um inferno, judeus inocentes morreram por uma causa injusta e até hoje não se sabe a fórmula para a perfeição humana. Será isto possível?

trecho do filme "Arquitetura da Destruição"

“Dentro do Partido vemos peritos em genocídios, médicos e arquitetos. É árdua a tarefa de definir o nazismo em termos políticos, pois sua dinâmica esta repleta de um conteúdo diverso daquele que comumente chamamos de política. Em grande parte o motivo era estético. Sua maior ambição era o embelezamento do mundo. Da morte de doentes mentais ao extermínio dos judeus, não houve um verdadeiro motivo político. Não eliminaram inimigos ou oponentes do Regime, mas sim pessoas inocentes, que não estavam de acordo com os ideais nazistas. A bagagem mental obscura, a estranha noção de política que são tão características da cultura Européia, encontraram vazão sobre o domínio de Hitler. Hitler passou das palavras à ação. Sem restrições ele transformou uma ideologia absurda em uma realidade infernal.”

(Peter Cohen)

23 de set. de 2008

*(raiva raiva raiva raiva raiva raiva raiva)*

14 de set. de 2008

Hoje eu encontrei a lua
Antes dela me encontrar
Me lancei pelas estrelas
E brilhei no seu lugar
Derramei minha saudade
E a cidade se acendeu
Por descuido ou por maldade
Você não apareceu
Hoje eu acordei o dia
Antes dele te acordar
Fui a luz da estrela guia
Pra poder te iluminar
Derramei minha saudade
E a cidade escureceu
Desabei na tempestade
Por um beijo seu
Nem a lua, nem o sol, nem eu
Quem podia imaginar
Que o amor fosse um delírio seu
E o meu fosse acreditar
Hoje o sol não quis o dia
Nem a noite o luar

Lenine - Nem o Sol, Nem a Lua, Nem Eu

Natália

Noite.
Cigarro. Festa. Frio. Cigarro. Chuva. Amigos.
Cigarro. Pizza. Cigarro. Preguiça.
Saudade. Amigos. Cigarro.
Cansaço. Dor. Cigarro. Nervoso. Risada. Fossa. Musica.
Cigarro. Cigarros. Trabalho. Carro. Cigarro.
Pressão. Amor. Cigarros. Madrugada. Livros.
Musicas. Textos. Cigarro. Fossa.
Saudade. Cigarro. Preguiça.
Noite.

22 de ago. de 2008



Campanha da aula de Jornalismo Digital ! :)

Postei só pra não deixar perdido por ai esse trabalho ! Beijos =*

9 de jul. de 2008

O que nunca pensei é que pudesse ser assim tão vazia uma casa sem um anjo. Dentro de mim existe alguma coisa que espera a sua volta, de repente, não sei se pela janela ou se aparecerá novamente no mesmo lugar. Para prevenir surpresas, tenho deixado sempre abertas todas as janelas e todas as portas.



Caio Fernando Abreu